A Sintaxe é a parte da gramática que estuda a função e a relação entre as palavras dentro de uma frase, oração ou período. Antes de entrarmos no tema de hoje, vale relembrar três conceitos:
- Frase é todo enunciado com sentido completo, podendo ter verbo ou não.
- Oração é todo enunciado organizado ao redor de um verbo ou locução verbal.
- Período é a frase formada por uma ou mais orações — ou seja, define-se pela quantidade de verbos que a compõem.
Para hoje, veremos os tipos de sujeito. Conceituando, pode-se dizer que sujeito é o elemento que pratica ou sofre a ação expressa pelo verbo de uma oração. E como o identificamos? Fazendo uma pergunta sobre a ação. Observe:
“O ajudante da loja correu muito com o veículo.”
Quem correu muito com o veículo? A resposta é o ajudante da loja. Encontramos, assim, o sujeito dessa oração.
“Caio e Paulo foram à festa.”
Quem foi à festa? A resposta é Caio e Paulo.
A dica é sempre perguntar quem praticou a ação. Mas há cinco tipos de sujeito, e veremos cada um agora.
A) Sujeito simples
Quando o verbo principal de uma oração faz referência a um sujeito de núcleo único, temos um sujeito simples. Identificamos o tipo de sujeito pelo seu núcleo, isto é, a sua palavra principal e mais importante.
Exemplos de sujeito simples:
- Paulo comprou uma bicicleta. → Quem comprou a bicicleta foi Paulo.
- Os meninos estão brincando no quintal. → Quem está brincando no quintal são os meninos.
B) Sujeito composto
Quando o verbo principal de uma oração faz referência a dois ou mais núcleos do sujeito, temos um sujeito composto.
Exemplos de sujeito composto:
- Camila e Lorena fizeram os doces da festa. → Camila e Lorena são os núcleos, por isso é sujeito composto.
- A professora e os alunos ensaiaram para a festa da escola. → Professora e alunos são os núcleos; sujeito composto por dois núcleos.
C) Sujeito oculto ou desinencial
Também chamado de sujeito elíptico, implícito ou subentendido, o sujeito oculto/desinencial é aquele que não aparece na oração de forma explícita. Só sabemos de sua existência pela desinência, ou seja, pela forma como o verbo termina — se está no plural ou no singular. Veja os exemplos:
Exemplos de sujeito oculto:
- Estamos muito orgulhosos de você. → Quem está? Nós.
- Deixei minha chave em casa. → Quem deixou? Eu.
Por isso, é preciso conhecer bem as conjugações e as pessoas verbais no singular e no plural.
D) Sujeito indeterminado
O sujeito indeterminado é aquele que faz referência a alguém, mas não o identifica. Esse tipo de sujeito geralmente aparece com verbos flexionados na terceira pessoa do plural, ou com verbos na terceira pessoa do singular acompanhados da partícula -se.
Exemplos de sujeito indeterminado:
- Esqueceram de trancar a porta. → Quem esqueceu? Não sabemos; pode ser qualquer pessoa.
- Precisa-se de vendedores. → O verbo apresenta a partícula -se, o que indetermina o sujeito.
E) Oração sem sujeito
Embora apareça entre as classificações, trata-se de uma oração que possui apenas predicado. O predicado da oração sem sujeito apresenta verbos impessoais (que não admitem as pessoas gramaticais), como os verbos haver e fazer e os que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos:
- Há um ano não aparece. → verbo haver.
- Faz tempo que isso aconteceu. → verbo fazer.
- Chove como nunca. → verbo que indica fenômeno da natureza: chover.

Como trabalhar esse conteúdo com os estudantes
Agora, vamos às dicas para levar os tipos de sujeito para a sala de aula:
- Atividades para identificar o sujeito e o núcleo;
- Exercícios de múltipla escolha;
- Reescrita e transformação: de sujeito simples para composto, de composto para simples, indeterminar o sujeito ou deixá-lo oculto;
- Jogo de memória com cartinhas de frases e cartinhas de tipos de sujeito;
- Caça-palavras;
- Cruzadinhas em que os alunos indicam o tipo de sujeito da frase escolhida.
Atividades lúdicas
Caça ao Tesouro Gramatical
- Objetivo: Identificar o tipo de sujeito em frases espalhadas pelo espaço.
- Materiais: Cartões numerados com frases impressas/escritas e uma folha de respostas para cada grupo.
- Como jogar:
- Espalhe os cartões com frases pela sala de aula ou pátio.
- Divida os alunos em equipes. Cada equipe recebe um mapa/lista de controle com os números dos cartões.
- Ao encontrar um cartão, o grupo lê a frase, discute e anota na folha de respostas a classificação do sujeito (simples, composto, oculto, indeterminado ou oração sem sujeito).
- Ganha a equipe que encontrar todos os cartões e tiver o maior número de acertos ao final do tempo-limite.
Bingo dos Sujeitos
- Objetivo: Relacionar frases sorteadas ao tipo de sujeito correto na cartela.
- Materiais: Cartelas de bingo preenchidas com as classificações (sujeito simples, composto, oculto, indeterminado, oração sem sujeito) e grãos/tampinhas para marcar.
- Como jogar:
- O professor sorteia e lê apenas a frase de uma ficha (ex.: “Nevou bastante nos Alpes”).
- Os alunos analisam a frase e, se tiverem o tipo de sujeito correspondente na cartela (oração sem sujeito), marcam o espaço.
- Ganha quem completar primeiro uma linha, coluna ou a cartela cheia (“Grito de Bingo!”).
Jogo da Forca Gramatical (com pista)
- Objetivo: Adivinhar o núcleo ou o verbo da frase a partir da classificação do sujeito.
- Como jogar:
- O professor desenha a forca no quadro e dá a dica inicial baseada no tipo de sujeito. Exemplo de dica: “Frase com sujeito indeterminado” (ex.: Procuram-se pedreiros).
- Os alunos chutam letras para revelar a frase e, ao acertarem, precisam explicar por que o sujeito recebe aquela classificação.
Batata Quente dos Tipos de Sujeito
- Objetivo: Agilidade na identificação do sujeito sob pressão de tempo.
- Materiais: Uma bola leve ou objeto e uma caixa com tiras de papel contendo frases.
- Como jogar:
- Os alunos sentam-se em círculo e passam a bola enquanto toca uma música.
- Quando a música para, quem estiver com a bola retira uma tira de papel da caixa, lê a frase em voz alta e diz a classificação do sujeito em até 10 segundos.
- Se acertar, continua na roda; se errar, recebe a “ajuda dos colegas” para aprender e permanece no jogo.